Uma nova abordagem educacional está sendo implementada em escolas municipais da região do Vale do Sinos, com o projeto CulturaTech – Criatividade Programada. Este programa social busca integrar tecnologia e arte ao currículo tradicional de instituições impactadas por enchentes recentes. Lançado oficialmente em 3 de maio deste ano, o projeto oferece oficinas para alunos entre oito e doze anos, promovendo habilidades em robótica, programação e sustentabilidade. As atividades ocorrem em um ambiente especialmente adaptado, conhecido como Sala Criativa, que combina cores vibrantes e equipamentos modernos para incentivar a criatividade infantil.
O CulturaTech foi desenvolvido através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o apoio da Amora Produções Culturais e patrocínio do Nubank. Este projeto piloto atende inicialmente duas escolas: a Emef Luiza Silvestre de Fraga, em Esteio, e a Emef Doutor Paulo da Silva Couto, em São Leopoldo. Ambas foram afetadas por desastres naturais nos últimos dois anos, tornando-se prioritárias para receberem este suporte inovador.
A Sala Criativa na escola de São Leopoldo se destaca como um espaço de aprendizado dinâmico e interativo. Equipada com ferramentas tecnológicas avançadas, esta sala é um ponto de convergência onde crianças exploram conceitos de lógica, identidade cultural e práticas sustentáveis. Durante seis meses, os participantes terão acesso a sessões práticas e teóricas, incentivando-os a criar soluções criativas utilizando materiais reciclados.
Além dos estudantes, os professores também estão envolvidos no processo de capacitação. Eles recebem treinamento especializado para integrar a linguagem da robótica em suas aulas regulares, ampliando assim as possibilidades pedagógicas dentro das escolas. A coordenadora do projeto, Luciana Tondo, expressa sua expectativa sobre os impactos positivos que essa experiência trará não apenas aos alunos, mas também à comunidade educacional como um todo.
A diretora Maria Sulzbacher ressalta o entusiasmo demonstrado pelos estudantes desde o início do projeto. Ela menciona um comentário emblemático feito por um aluno, que comparou a nova experiência educacional a estar em um "paraíso". Essa percepção reflete a importância de projetos como o CulturaTech na reconstrução emocional e intelectual das comunidades atingidas por tragédias.
Guilherme Teixeira Silveira, monitor das oficinas e estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, compartilha sua perspectiva única sobre o impacto dessas interações. Ele enfatiza a necessidade de escutar ativamente as ideias dos jovens e permitir-lhes liberdade para imaginar e criar. Este compromisso mútuo entre adultos e crianças fortalece a rede de aprendizagem coletiva.
O CulturaTech não apenas fornece novas oportunidades educacionais, mas também redefine a maneira como as escolas abordam desafios pós-crise. Ao final das oficinas, uma exposição exibirá as criações dos alunos, celebrando o sucesso desta iniciativa pioneira. O legado deixado pelo projeto será duradouro, proporcionando às futuras gerações uma base sólida para explorar áreas emergentes da ciência e tecnologia.