Inteligência Artificial Generativa: Um Elemento Essencial no Setor Bancário

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Em um momento de rápida transformação tecnológica, executivos de grandes instituições financeiras destacaram a importância crescente da inteligência artificial generativa (GenAI) no setor bancário. Embora seja vista como uma ferramenta indispensável, os especialistas também alertam para os desafios e riscos associados ao uso acelerado dessa tecnologia. Durante o Febraban Tech, representantes de várias instituições debateram estratégias para maximizar os benefícios enquanto minimizam as vulnerabilidades.

Detalhes do Evento

No último dia 11, em um painel dinâmico realizado durante o Febraban Tech, líderes tecnológicos de renomadas instituições financeiras compartilharam suas visões sobre o impacto da GenAI. Richard da Silva, do Santander, enfatizou que a velocidade é o principal motor dessa revolução digital. Ele ressaltou que, embora a escalabilidade traga vantagens significativas, ela também amplifica possíveis erros. Assim, a supervisão humana continua sendo crucial, atuando como piloto principal no processo decisório.

Pedro Pedrosa, da Caixa Econômica Federal, chamou a atenção para a necessidade de cautela ao expandir projetos baseados em IA. Segundo ele, o hype atual pode levar empresas a adotarem soluções sem testá-las adequadamente. Para evitar problemas futuros, recomenda-se iniciar com experimentações pequenas antes de escalar, garantindo assim maior flexibilidade e controle.

Christian Flemming, do BTG Pactual, reiterou a importância de implementar barreiras preventivas para mitigar erros ou "alucinações" geradas por sistemas de IA. Com o avanço contínuo dos agentes autodidatas, será essencial integrá-los de forma eficiente, mantendo paralelamente mecanismos de segurança robustos.

Por sua vez, Edilson Reis, do Bradesco, apresentou exemplos práticos de como a IA está transformando operações internas. A BIA, desenvolvida em 2016, agora conta com três versões especializadas: uma voltada para clientes, outra para corporações e uma terceira para suporte técnico interno. Esses sistemas alcançam taxas elevadas de resolutividade, demonstrando o potencial real da tecnologia.

Marisa Reghini, do Banco do Brasil, acrescentou preocupações relacionadas à governança de dados. Ela salientou que, apesar das oportunidades, é fundamental avaliar cuidadosamente os riscos envolvidos, especialmente quando fraudadores também exploram tais recursos para criar novos modelos maliciosos.

Inspirações e Reflexões

O debate realizado no Febraban Tech oferece uma visão clara de como a inteligência artificial generativa está moldando o futuro do setor bancário. No entanto, ele também serve como um lembrete importante: o progresso tecnológico deve ser acompanhado por uma abordagem responsável e ética. Como observadores, podemos extrair lições valiosas sobre a necessidade de equilibrar inovação com segurança, garantindo que essa poderosa ferramenta continue beneficiando tanto as empresas quanto seus clientes.

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